"Deus tem agora um sério concorrente" (Epitáfio para um sociólogo, José Paulo Paes)

PÁGINAS

terça-feira, 2 de outubro de 2007

SHOPPINGS: OS NÃO LUGARES


Cada vez mais se torna difícil a reunião de pessoas em locais considerados públicos (parques, praças, centros culturais etc). 

A sociedade é motivada pelo consumo, levada a frequentar os espaços privados que são desenvolvidos para incentivá-las a esse modo de vida.

O maior exemplo disso é a proliferação dos shopping centers espalhados em toda as cidades. Local construído para realização do consumo das mais diversas mercadorias, tornando-se o espaço da diversão por excelência e o principal ponto de referência de qualquer cidade.

Por todas as cidades, em cada bairro é possível se deparar com um desses shopping centers. Sua forma e modelo de construção seguem um padrão quase que mundial, pois possuem os mesmos aspectos e as mercadorias tornam-se conhecida por todas as pessoas.



Em linhas gerais esses locais assumem as características dos locais públicos. A começar pela segurança constante que além de cuidar do bem-estar daqueles que trafegam pelos corredores, também controla a entrada das pessoas, ou seja, se uma pessoa não está adequadamente vestida por exemplo, ocorrerá pro parte da segurança a ação coercitiva controladora sobre essa pessoa. Os serviços como banheiros, postos de atendimento médico, eventos culturais, áreas de diversão gratuita, acentos para descanso e outros tantos serviços fazem com que um local privado se torne de uso público, principalmente pela segurança que é passada aos frequentadores.

O previsível é parte de todo passeio ao shopping center, pois mesmo em dias de chuva estará sempre seco, em dias de frio haverá o calor e em dias de calor haverá o ambiente refrescante proporcionado pelos aparelhos de ar-condicionado.

Renato Ortiz faz uso da expressão “não local”, ou seja, um local que dentro da dinâmica do mundo globalizado é padrão em qualquer parte do mundo e em qualquer lugar. Talvez fosse correto dizer então que o shopping não tem uma nacionalidade definida. Obedecendo à lógica consumista e, principalmente, transmitindo segurança aos indivíduos, mesmo estando em países diferentes, é possível sentir-se seguro dentro de um shopping center qualquer.

Outra função desses locais que não se restringem apenas aos shoppings centers, mas também ao free-shops dos aeroportos, os cyber cafés, as lan house, os grandes pontos turísticos, hotéis etc. Transformam-se em pontos de referência por um mundo desterritorializado, é como se estivéssemos em um deserto e sentíssemos a necessidade de guias, pontos de indicação ou lugares comuns em que todos pudessem se encontrar.



Outro elo de ligação dos indivíduos é constituído através dos objetos, por exemplo, em qualquer lugar do mundo é possível você beber uma Coca Cola, comer no Mc’Donalds, comprar uma calça jeans, jogar Doom pela internet. Esses objetos passam a pertencer a categoria das mercadorias de consumo comum entre os habitantes de qualquer parte do mundo. Não possuem uma nacionalidade ou identificação especifica, são objetos de consumo mundial.


Isso faz com que nas grandes metrópoles como São Paulo as ruas transforma-se em simples via de acesso e não mais o local do encontro, do entretenimentos, da manifestações sociais de diversos tipos, elas perdem o seu atrativo principalmente porque o grande espaço do encontro se torna os locais fechados, previsíveis e mundializados dos shopping centers.

Um comentário:

  1. Quero voltar para o mato!rsrsrsrs
    Acho q vou logo, logo! nossa não suporto mesmo CIDADE, nem Recife mais!imagian São Paulo.
    Amei seu Blogg moço
    saudades! vou passar aqui para matar um pouco de saudades.
    Elis

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