"Deus tem agora um sério concorrente" (Epitáfio para um sociólogo, José Paulo Paes)

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

QUAL É A SUA COR?

Qual é a sua cor? Pergunta simples esta, mas, que traz uma série de outros questionamentos. O primeiro deles é a ligação da cor com a questão da raça, afinal, cor e raça sempre entram no mesmo bojo e servem para classificar as pessoas e grupos. A História possui inúmeros momentos onde esse critério foi utilizado para justificar momentos de barbárie na humanidade.

Em segundo lugar, uma pesquisa do IBGE mostrou que para 64% da população a cor ou raça tem influência na vida das pessoas, “especialmente em relações de trabalho, justiça, polícia e no convívio social”. A mesma pesquisa mostrou que aumento o percentual de pessoas que preferem se autodeclarar como negras ao invés de pretas. (1)



Sobre esse assunto, vale algumas considerações. Inicialmente, a humanidade tem como origem um único lugar, o Continente Africano, isso há 200 mil anos (daí a expressão “mama África”). A partir de expedições humanas (125 mil anos atrás) é que o restante da Terra começou a ser povoado.  Surge a adaptação às regiões mais inóspitas, onde, os mais fortes sobreviveram em condições geográficas diversas e esses grupos, isoladamente, foram desenvolvendo traços externos como a cor da pele, dos olhos e dos cabelos (fenótipo).(2)


Porém, a quantidade de genes que determinam as diferenças entre os diversos grupos é mínima, pois, estes, “nada mais são do que pequenos fragmentos da molécula de DNA”(3)

Nesse contexto, mesmo grupos separados por barreiras geográficas podem possuir semelhanças genéticas, tal como etíopes e noruegueses ou paquistaneses e chineses, por exemplo. Ao contrário, pode-se haver maior diferenciação genética entre grupos que externamente aparentam os mesmos aspectos físicos, no caso de suecos e austríacos.

Pode-se dizer então que o conceito raça é discutível, principalmente se levarmos o critério cor como parâmetro.
Infelizmente, a percepção de que a cor da pessoas pode influenciar sua inserção e ascensão na sociedade não é apenas uma sensação de desconfiança, mas, uma realidade. A pergunta final é: até quando?

BIBLIOGRAFIA:

(1) GOIS, Antônio. Brasileiro se define como negro, em vez de preto, diz IBGE. Jornal Folha de São Paulo, caderno Cotidiano, de 23/07/2011, pág. 05: São Paulo, SP.
(2) MIOTO, Ricardo. Homem saiu da África antes do imaginado. Jornal Folha de São Paulo , caderno Ciências, de 28/01/2011, pág. 11: São Paulo, SP.
(3) VARELLA, Drauzio. Ignorância e raça. Site: http://drauziovarella.com.br/wiki-saude/ignorancia-e-raca/ , acesso em 24/07/2011.

SITE RECOMENDADO:
IBGE - Nesse link é possível conferir a pesquisa completa sobre o estudos de cor e raça feito pelo instituto.

CLIPE:
Música: "Alma não tem cor"
Banda: Karnak

 



DEDICO ESTE ARTIGO À MINHA EX-ALUNA TALITA!!!

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