"Deus tem agora um sério concorrente" (Epitáfio para um sociólogo, José Paulo Paes)

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quinta-feira, 15 de março de 2012

REFLEXÕES ANTROPOLÓGICAS

Bronisław Kasper Malinowski
      Em primeiro lugar é válido lembrar que o conhecimento antropológico não ocorre por meio de uma sucessão, tal como nas ciências naturais, mas ele (o conhecimento antropológico) coexiste. O desenvolvimento das várias teorias antropológicas está ligado à própria história da cultura ocidental, que, ao se deparar com outros grupos humanos, se vê na condição de pensar a própria existência.
Inicialmente, na segunda metade do século XIX, temos com as figuras de Edward Taylor e Lewis Morgan a corrente do evolucionismo linear, que acreditava em um estágio único de desenvolvimento, na qual todos os povos deveriam passar até chegar os estágio mais avanço, que coincidentemente eram os europeus. Esse estágio de desenvolvimento passava por três etapas lineares: selvageriabarbárie e, por último, a civilização.
Apesar das críticas ao evolucionismo linear reconhece-se que havia uma estabelecimento de uma unidade psíquica em torno dos variados grupos humanos, nesse sentido a visão etnocêntrica do evolucionismo não se põe a serviço de teorias racistas.
Já no século XX, o alemão radicado nos EUA, Franz Boas, desenvolverá as bases do chamado particularismo histórico, "tese segundo a qual cada cultura segue seus próprios caminhos em razão dos diferentes eventos históricos que enfrentou" (BOAS, 1966:286) 
Franz Boas
Essa corrente de pensamento, também conhecida comevolucionismo multilinear, reconhecerá que cada cultura é distinta uma da outra e que cada uma, a sua maneira, segue seu caminho atendendo às necessidade que lhe convém. Cada realidade passa a ser estudada como uma realidade autônoma.
A crítica aos evolucionistas vêm de Malinowski, que atribui ao seus antecessores uma ligação grande com a própria cultura (no casa a ocidental), isso dava-lhes uma visão etnocêntrica em relação ao outro. O polonês Bronislaw Malinowski introduz novas técnicas na prática e na teoria antropológica. Segundo ele, era necessário adentrar a cultura do outro, estudando-a exaustivamente a partir de um ponto para, assim, procurá-la entender na sua totalidade. Seus estudos serão de suma importância, sobretudo para o desenvolvimento da prática etnográfica como método de pesquisa e análise.

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