"Deus tem agora um sério concorrente" (Epitáfio para um sociólogo, José Paulo Paes)

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

NÃO CAIU NA FUVEST?

As polêmicas revelações envolvendo alunos da Universidade de São Paulo (USP), em casos de trotes, violência física, assédio e abuso sexual chega ao limite.

A USP que tem o vestibular mais concorrido do país e que sustenta o título de melhor universidade da América Latina vem passando por um séria crise econômica, porém, essa crise se mostra maior com as denúncias ocorridas nos últimos meses.

A primeira questão está ligada à violenta cultura do trote, algo naturalizada pelos estudantes universitários e que é um instrumento de hierarquização, demarcação de território e controle do outro por meio de violência física (http://migre.me/ofwI5). É válido ressaltar que essa cultura não fica apenas na universidade, ela ultrapassa os muros e se estende para os vários setores da sociedade. Afinal, o que esperar de um médico, por exemplo, que acostumado à maltratar seus colegas ou tratar de maneira violenta as mulheres.

O campus de medicina acumula uma série de denúncia, inclusive de alunos que eram obrigados a beber até desmaiar, tinham suas roupas arrancadas e tinham que ingerir vômito e fezes. 

Como jovens que estudam anos a fio, para entrar numa universidade concorrida deixam aflorar um comportamento animalesco dessa magnitude??? (http://migre.me/ofxFM)

Qual a função de termos jovens preparados para o vestibular, dispostos a decorar fórmulas, questões e métodos, se os mesmos pouco entendemo significado do respeito e do compromisso com o próximo? Será que a formação ética e cidadã não se mostra importante? 

Se 9 em cada 10 alunos da Faculdade de Medicina (FMUSP) sofreram algum tipo de violência, qual o comportamento será reproduzido por esses futuros médicos em seus consultórios? (
http://migre.me/ofya1)

As questões acima mostram o quanto esse modelo de seleção dos alunos para as universidades de todo Brasil deve passar por uma reformulação, e mais, o currículo nacional não pode ficar refém de métodos, apostilas, de cursinhos e escolas particulares que tem como objetivo principal vender o tal sonhado ingresso na universidade. A escola deve formar o cidadão e, antes disso, o ser humano consciente de suas responsabilidades no mundo.

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